sexta-feira, 27 de julho de 2012

Toro, o filósofo educador


“A única coisa que mobiliza o ser humano é o desejo”- Bernardo Toro

A oficina de mobilizadores do Parceria Votorantim pela Educação – PVE, que aconteceu em São Paulo, no dia 17 de julho, contou com a palestra do filósofo colombiano e assessor da presidência da Fundação Avina, Bernardo Toro. “Hoje, temos o privilégio de ouvir a fala inspiradora do Toro, que é uma referência, um pensador da educação e da sustentabilidade”, disse Rafael Gioielli, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Votorantim, durante a abertura do evento.
Neste post, as principais colocações do Bernardo Toro organizadas por temas.

Conhecimento
“Por que existe a educação?  A pergunta parece fácil, mas não é. A educação existe por uma única razão: porque o conhecimento não é natural do ser humano.”
“O ser humano tem uma tendência natural a conhecer, todos os seres vivos têm, mas o único ser que pode produzir conhecimento para usar é o sapiens sapiens.”
“Todo o saber é artificial e, por isso, pode desaparecer. Tudo o que conhecemos é inventado e tudo se aprende.”
“Falar é o saber dos saberes. O ser não pode produzir algo superior à língua. E o que é falar?  É usar um conjunto finito de sons para expressar um número infinito de significados. Combinando os sons, dizemos tudo.”
“A língua é um sistema artificial, finito, que tem a qualidade de falar de si mesma. Esta é a máxima invenção da mente humana. Se falamos corretamente para a nossa idade, podemos aprender qualquer coisa.”
“Uma pessoa pode aprender qualquer coisa com método e motivação.”

Desafios da Educação no Brasil
“Um país começa a ser sério na Educação quando não culpa o aluno pelo fracasso. Essa é a primeira coisa a eliminar no Brasil.”
“A função do educador não é dar aulas, mas garantir que as crianças aprendam o que têm que aprender, no momento que têm que aprender. O grande desafio da educação é garantir que as crianças aprendam.”
“A educação no Brasil passa por um sistema de fratura.”
“Com dois sistemas educativos [público e privado] de qualidades diferentes, o Brasil não conseguirá sair de onde está.”
“O grande desafio do Brasil é conquistar um único sistema educativo sólido, de qualidade, no qual os próprios educadores coloquem seus filhos nas escolas públicas.”
“As crianças devem ser educadas para viver dignamente. A educação deve ser um bem público.”

Sistema educativo
“O sistema educativo deve ter como norte ético os direitos humanos.”
“Sem um sistema educativo não há educação.”
“Um sistema educativo é uma ordenação estável, que existe para garantir que todas as gerações se apropriem dos melhores saberes.”
“A avaliação tem que ser um instrumento de crescimento. Tem que servir para que as crianças descubram o que já sabem e como podem saber mais.”
“Está comprovado que o rendimento cresce 110% se a criança se sente segura em sala de aula.”
“As crianças precisam ter a certeza de que podem perguntar qualquer coisa em sala de aula, que não vão sofrer agressão ou serem ridicularizadas.”
“A segurança em aula, a leitura e a escritura podem transformar a realidade educativa de uma escola.”
Fonte: Por Blog Educação. Leia mais

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pratique escrever e tenha um dia especial


porque é uma força que lhes escapa". 
(Émile Zola)

O dia 25 de julho foi definido como dia nacional do escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro. "O escritor convence graças ao poder de sua paixão pela palavra, e não prioritariamente pela paixão que dedique a uma causa." 









De escritor para escritor: uma homenagem

Para vocês escritores anônimos, parabéns! Anonimato é silêncio precioso que brilha nas estrelas e desaparece depois de já ter desaparecido. Ainda permanece, porém, no universo mágico da eternidade. 
Nayla Schenka Ribeiro

domingo, 22 de julho de 2012

NTICs e Cérebro


A tecnologia modifica cada vez mais o nosso cotidiano. Seja na maneira de estudar ou na forma de aprender, tudo que está conectado com a internet faz parte da nossa rotina. Porém, alguns cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, começaram a notar que a internet não tem servido apenas para satisfazer as curiosidades dos nossos cérebros, mas também reestruturá-los. Então, o que exatamente a internet fazendo com nossos cérebros? Confira as 10 mudanças que a internet está fazendo com o seu cérebro

 1. Memória

A internet representa o nosso disco rígido externo. Ela agora faz o papel da memória; nós não temos mais que lembrar números de telefone ou endereços. Precisamos apenas pegar as informações no nosso e-mail ou procurar no Google.  
2. Aprendizagem

Com a internet, as crianças estão aprendendo de forma diferente. Você se lembra de todas as suas aulas de história que exigiam a memorização de datas, nomes e pequenos detalhes? As crianças não fazem mais isso. Com as bibliotecas online a memorização já não é uma parte necessária na educação. Os educadores estão começando a entender que a informação está chegando cada vez mais rápido, e a memorização de certos fatos desperdiça o poder do cérebro de manter informações mais importantes.
 
 3. Atenção
Alguma vez você já atualizou seu Facebook enquanto ouvia música e mandava mensagens de texto? Se isso acontece com frequência você já experimentou o fenômeno da atenção parcial e o seu impacto sobre o cérebro. O que ainda não se descobriu sobre a atenção parcial é se ela não passa de uma distração ou uma adaptação do cérebro para o fluxo constante de estímulos.
4. Pesquisas
As pessoas estão ficando cada vez melhores na busca de informações. Embora não possamos lembrar de tudo, estamos melhorando a capacidade de encontrar as informações que precisamos. Isso acontece porque os recursos intelectuais usados para reter fatos e informações já está se adaptando às novas tecnologias e se tornando altamente qualificado em lembrar onde se pode encontrar as coisas.  
 5. Aumento do Q.I
Na era da tecnologia, jogos, vídeos e redes sociais o grande questionamento dos pesquisadores é: as novas tecnologias estão deixando os nossos cérebros mais esquecidos? Pelo contrário, depois do surgimento de novas tecnologias como Twitter, Facebook e Google, estamos ficando mais espertos e adquirindo novas habilidades. O QI está aumentando ao longo do tempo.  
 6. Concentração
Com a quantidade de informações em pouco tempo, a nossa concentração está sofrendo. Está cada vez mais difícil fazer uma leitura profunda sem usar a internet ou mexer no celular. Nosso tempo online é tão grande que quando paramos para fazer uma leitura mais complexa o cérebro se desinteressa e não se concentra na atividade.

7. Relevância
Com tanta informação disponível na internet, os cérebros já estão se adaptando a seleção de conteúdo por relevância. Cabe aos leitores e consumidores de informações determinar o que é relevante e confiável. Com a prática os cérebros estão ficando cada vez melhores nessa tarefa.

8. Vício:
O ser humano está cada vez mais fisicamente viciado em tecnologia. Mesmo depois de desligar, muitos usuários da internet sentem desejo pela a estimulação recebida dos gadgets. E a necessidade de estar conectado é crescente.

9. Distração
Em vez de se concentrar em tarefas importantes ou pesquisar informações para uma boa utilização, o cérebro está distraído com e-mails, redes sociais, e outras tentações da internet.  
10. Pensamento criativo

Alguns especialistas acreditam que a memorização é fundamental para a criatividade, só que com a perda da memória o pensamento criativo fica comprometido. Embora a criatividade tenha aumentado com o uso da tecnologia, o pensamento criativo deve ser feito de novas e diferentes maneiras.

Leia mais  

Artigo: A Internet faz mal ao cérebro? 
 

Fonte: Universia Brasil



sábado, 21 de julho de 2012

Autoconhecimento na era da informação

Selecione as informações que chegam até você para não ter estresse e outros problemas

Rosana Faria de Freitas
Do UOL, em São Paulo

 

 

Às vezes você se sente perdido em meio a tanto bombardeio de informações? Também, não é para menos. Estima-se que, de uma década para cá, a humanidade gera, em apenas um ano, milhares de vezes mais informação do que todas as civilizações que já existiram sobre a Terra.
E, apesar desse crescimento vertiginoso da tecnologia que nos mantém cada vez mais conectados, nossa capacidade de lidar com tudo isso permanece a mesma. Um termo criado recentemente pelo arquiteto e designer gráfico norte-americano Richard Saul Wurman resume tudo isso: ansiedade de informação.
“Temos idêntica composição genética e estrutura cerebral dos nossos tataravôs, ou seja, há um limite humano para absorver e lidar com esse fluxo todo”, salienta Roberto Cardoso, médico graduado pela Universidade de Brasília, doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenador do programa de Medicina Comportamental do Femme – Laboratório da Mulher e autor do livro "Medicina e Meditação", MG Editores..
A consequência mais imediata dessa realidade, ele explica, é o estresse, seguido do déficit de atenção do adulto, em que há uma tendência genética para o funcionamento irregular de uma área do cérebro chamada região pré-frontal. A partir daí, o indivíduo estaria sujeito a esquecer as coisas com frequência, distrair-se com facilidade, não conseguir ficar com o corpo parado, ter dificuldades em prestar atenção ao que o outro fala.
“Quando a síndrome tem relação com o trabalho, alguns estudiosos já falam em déficit de atenção organizacional.” Há até termos para definir o quadro e as vítimas: bulimia ou obesidade informacional de cybercondríacos ou dataholics. Para não entrar nessa roda-vida, o médico recomenda três saídas: seleção, pausas mágicas e meditação.
Seleção – Significa filtrar o que ler, vir ou ouvir. “Nesse sentido, diferenciar o que é essencial, útil ou só curiosidade é o primeiro passo para resguardar a saúde mental”, recomenda Cardoso, acrescentando que não é necessário saber tudo que envolve sua própria profissão. “Basta conhecer o que está inserido no universo comum e, quando houver necessidade, ir buscar novas informações.”
Pausas mágicas – Você tem ideia de quanto tempo perde ao ser interrompido por alguém no trabalho? E olha que isso ocorre com frequência: segundo as pesquisas, no ambiente da tecnologia de informação, alguém corta seu raciocínio a cada 11 minutos. E isso sem falar no i-Phone despejando torpedos e e-mails sem parar. “Por isso, se você precisa criar, aprimorar ou inovar, deve programar momentos, no decorrer do dia, em que não possa ser interrompido.” O especialista recomenda dois períodos, de 90 minutos cada um, com a porta fechada, o celular desligado e sem conferir e-mails e afins.
Meditação – A prática ajuda a relaxar, manter a atenção, dormir melhor e, mais que isso, ‘desligar’ a mente por alguns minutos. Isso traz, segundo Cardoso, um enorme descanso mental, e ainda ajuda a melhorar a performance, aumentar a produtividade e dar um refresco diante das gigantescas ondas de informação que nos atinge diariamente. “A meditação é tão benéfica que reduz mais o consumo de oxigênio cerebral do que o sono.”


Dicas e reflexões para quem tem ansiedade de informação

Perceba se, ao acumular informações demais, você se sente cada vez mais ansioso, em vez de saciado e tranquilo. E pense que, se anda submerso nesse excesso de dados, talvez tenha desaprendido a priorizar, a escolher o que é importante.
Na dúvida, responda às perguntas: tudo que estou captando é necessário de fato para minha vida? Comumente sinto ânsia de obter cada vez mais informações? Ouço, vejo ou leio várias vezes fontes de dados sobre o mesmo tema? Caso tenha respondido sim a todas as questões, cuidado.
A informação é algo útil, porém deve ser um meio, e não um fim – o objetivo primordial e final. Dessa forma, se você se dedica muito mais a buscar informações do que a viver o presente, algo está errado. O perigo é desencadear ansiedade e depois estresse, resultando em doenças.
Um dos sintomas de que a pessoa está exagerando na dose é a falha episódica de memória. Segundo Ricardo Sabbatini, pesquisador e neurocientista da Universidade de Campinas (Unicamp), com doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pelo Instituto de Psiquiatria Max Planck em Munique, Alemanha, quando toca o celular e a pessoa interrompe repetidamente uma tarefa que estava realizando, automaticamente inibe os circuitos cerebrais formados para que o dado seja decodificado. “Ao começar outra atividade, como falar ao celular, o cérebro terá que iniciar um novo circuito. Esse vai-e-vem, que é desgastante, pode causar lapsos de memória e dificultar a absorção e o processamento de informações em curso”.
Reflita que o mundo não vai acabar se você ficar alguns períodos ''desplugado". Dr. Cardoso ensina: “Quando for dormir, faça-o plenamente, não acesse mais o celular e o i-Phone até o último momento antes de fechar os olhos. E evite deitar com qualquer fonte de informação ativada. Da mesma forma, ao tirar férias, desligue mesmo, ao invés de ficar conectado”.
Quem tem mais propensão a passar dos limites: jovens e adultos entre 25 e 50 anos, e algumas classes como jornalistas e profissionais que atuam com Tecnologia da Informação (TI). “O impacto nos mais novos é menor porque o cérebro já se adaptou, desde cedo, a essa realidade", diz Dr. Cardoso, Acrescentando:"Mas tal capacidade, que chamamos de plasticidade, também tem seu limite, uma vez que carregamos o mesmo DNA dos nossos antepassados, e por isso temos uma condição finita de absorção”.
Por fim, considere que nem toda informação é útil ou confiável. “Vale muito mais filtrar, selecionar e se alimentar apenas do que tem relevância, em vez de atirar para todo lado tentando obter dados de diversas fontes, sem critério, sem busca de qualidade, e muitas vezes conflitantes. Não resolverá seu problema, ao contrário, só causará mais confusão e ansiedade”, finaliza o médico. 
Você tem ansiedade  de informação? 




 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Futebol: mais de 2000 anos de história

Comemora-se hoje com muita alegra e boas lembranças o Dia do Futebol
  
São mais de 2000 anos de história. 

Pequenas famílias do futebol, grandes histórias


Homenagem especial para quem trabalha com futebol pensando em educação





A história moderna do futebol tem cerca de 150 anos. Tudo começou precisamente no ano de 1863, quando na Inglaterra se separaram o "rugby-football" e a "Association Football e fundou-se A football Association.

Charles William Miller (São Paulo, 24 de novembro de 1874 — 30 de junho de 1953) foi um esportista brasileiro, considerado o "pai" do futebol e do  no Brasil. Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras.
O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo.

O futebol foi o segundo esporte coletivo a integrar o quadro das modalidades olímpicas (atrás apenas do pólo aquático) e tem registros desde o ano de 1900.  

No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. 







terça-feira, 17 de julho de 2012

Twitter, a literatura em tempos modernos

Microcontos na era do Twitter

Sem forma ou tamanho que a limite, a literatura encontra lugar nas redes sociais em textos curtos, criativos e cheios de significados.

Uma coisa é fato: se hoje em dia fala-se tanto em microcontos, é porque também se fala muito em Twitter. Criada em 2006, a rede social é um microblog onde cada post – tweet (“pio”, em inglês) – tem o limite de 140 caracteres. A forma reduzida de se dizer algo a cada dia ganha mais adeptos e já tem o Brasil como o segundo país com o maior número de usuários, ficando atrás apenas dos EUA. Entre notícias, links curiosos, piadas, fofocas e diários pessoais, a literatura também encontra um espaço rico no Twitter, com os aforismos, hai-kais e, especialmente, os microcontos.
Mas o que são os microcontos? E quais as diferenças entre minis, micros e nanocontos? Por mais que alguns teóricos tentem defini-los adotando o número de caracteres como parâmetro – nanocontos teriam até 50 letras, sem contar espaços e pontuação; microcontos, até 150 caracteres e, minicontos, até uma página –, ainda não há uma definição exata, tal como acontece com o conto. Este, talvez tenha sido melhor definido por Mario de Andrade: “Conto será sempre aquilo que seu autor batizou de conto”.
Independentemente do número de caracteres e de suas possíveis nomenclaturas, os microcontos são narrativas muito curtas em que a síntese acaba sendo a grande ferramenta de escrita.
O guatemalteco Augusto Monterroso é indicado como autor do primeiro, e talvez o mais famoso, microconto. Publicado em 1959, sua história tem apenas uma frase: “Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí” (quando acordou, o dinossauro ainda estava lá). Contudo, há inúmeros textos escritos anteriormente, desde fábulas chinesas até alguns dos textos publicados entre os aforismos de Franz Kafka (por exemplo: “Uma gaiola saiu à procura de um pássaro”), que podemos considerar hoje como microcontos.
Ernest Hemingway é também autor de um famoso microconto: “For sale: baby shoes, never worn” (vende-se: sapatos de bebê, nunca usados). Um texto com apenas seis termos que foi inspiração para o projeto Six-Word Memoirs, da Smith Magazine, e resultou nos livros Not Quite What I Was Planning (Harper Perennial, 2008), Six-Word Memoirs on Love & Heartbreaks (Harper Perennial, 2009), e em que se encontram textos fantásticos como este de Zac Nelson: “I still make coffee for two” (eu ainda faço café para dois). Ou este de Jody Smith: “Found true love nine months later” (encontrou o amor verdadeiro nove meses depois).

Concisão e narratividade
No Brasil, considera-se o marco zero dos microcontos a publicação do livro Ah, é? (Editora Record, 1994), de Dalton Trevisan. Com seu estilo incisivo, Trevisan surpreendeu os leitores com textos curtíssimos como: “A velha insônia tossiu três da manhã”. Em 2004, Marcelino Freire convidou cem escritores para escrever histórias com até 50 letras (sem contar o título) e organizou a antologia Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século (Ateliê Editorial).
O desejo já havia sido manifestado por Ítalo Calvino em Seis Propostas para o Próximo Milênio: “Borges e Bioy Casares organizaram uma antologia de Histórias Breves e Extraordinárias. De minha parte, gostaria de organizar uma coleção de histórias de uma só frase, ou de uma linha apenas, se possível. Mas até agora não encontrei nenhuma que supere a do escritor guatemalteco Augusto Monterroso…”.
Os microcontos vêm ao encontro das ideias de Calvino. Para ele, a rapidez permite poupar o leitor de determinados detalhes em favor do ritmo da narrativa. É o nó de uma rede de correlações invisíveis no texto e a ferramenta essencial para a continuidade da narrativa, permitindo que o leitor transite com maior naturalidade entre as ideias contidas na história.
Além da rapidez, percebe-se que os microcontos se constroem também a partir de outras características. A concisão é, desse modo, uma das principais. Um texto conciso não quer dizer necessariamente um texto breve. A concisão está no ato de escolher as palavras certas para contar aquilo que se quer, assim como valorizar os sinais gráficos e de pontuação e os silêncios presentes nos textos. Carlos Drummond de Andrade já dizia que “escrever é cortar palavras”, Hemingway sugeriu: “Corte todo o resto e fique com o essencial”. Winston Churchill deu certa vez um sábio conselho: “Das palavras, as mais simples. Das simples, a menor”. Escrever de modo conciso é um trabalho árduo e que exige técnica e tempo. Exemplo disso é a célebre carta de Pascal, em que termina dizendo: “Fiz esta carta mais longa porque não tive tempo de fazê-la curta”.
Outra característica em que se apoiam é a narratividade. Se não há uma história clara atrás daquelas palavras, não há um microconto. Isso é o que os diferencia de um haicai, de um poema-pílula ou de um aforismo. Enquanto esses se preocupam mais em descrever uma cena, trabalhar a palavra de forma lírica ou propagar uma ideia, os microcontos têm de contar uma história. Mais que narrar uma trama completa (com começo, meio e fim) as palavras de um microconto devem sugerir. O que está escrito representa apenas 10% da narrativa, o resto deve se formar na imaginação do leitor, permitindo assim novas e múltiplas interpretações.
Assim, Julio Cortázar em Alguns Aspectos do Conto tece uma reflexão que aproxima o gênero da fotografia e que pode ser estendido para os microcontos: “(…) o fotógrafo ou o contista se veem obrigados a escolher e limitar uma imagem ou um acontecimento que sejam significativos, que não apenas tenham um valor em si mesmos, mas que sejam capazes de funcionar no espectador ou no leitor como uma espécie de abertura”.

Seguidores
Partindo desses preceitos, a cada dia novos e já consagrados escritores postam seus microcontos dentro dos 140 caracteres do Twitter, um espaço não só de divulgação, mas também de contato direto com os leitores. Vale então ser um seguidor dos perfis: @marcelinofreire (de Marcelino Freire), @microcontos (de Carlos Seabra), @semruido (do Coletivo Sem Ruído), @tfmoralles (de Tiago Moralles). Bons exemplos de como a literatura breve e a estética da síntese funcionam em conformidade com as novas tecnologias.
Não cabe aqui discutir o valor literário que os microcontos têm ou possam vir a ter. Vale-, contudo, ressaltar o papel importante que podem- ocupar no aprendizado da boa escrita-. Numa época em que os textos breves são cada- vez mais usados, o poder de síntese que trazem é um bom exemplo de que textos com poucas palavras podem ser eficientes, criativos e repletos- de significados. De leitura rápida- e instigante, os microcontos podem- ainda ser uma dose de literatura diária e um convite para- que os que não têm a leitura como hábito- se interessem mais por ela. Aos poucos, formam-se -novos -leitores e novos escritores.

Fonte: Carta Fundamental - Samir Mesquita

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pensando juntos sobre meio ambiente

Uma nova mentalidade deve desabrochar urgentemente. Na semana do meio ambiente, é preciso conscientizar, agir, dar voz ao vento e levar mais informação, eternizar responsabilidade e comprometimento. Nas teclas do computador encontro inspiração para mudanças de hábitos e compartilhamento solidário a favor do mundo. Ficam aqui relacionados, como arquivo, pensamentos, fatos, ações, além de despertar mais interesse para buscas e bons exemplos na educação;


O Planeta pede socorro
As crianças aprendem e os adultos...
Os professores fazem a sua parte e o futuro...
Legislação Ambiental
Degradação ambiental: pessoas, plantas, animais 



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dia Mundial do Meio Ambiente!

A data foi criada em 1972, em um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), para tratar de assuntos ambientais. A conferência das Nações Unidas reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais para discutir sobre a diversidade biológica e a sua proteção, em virtude  da degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e dos riscos para sua sobrevivência.
A partir desse encontro, foram criados vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A data especial serve para lembrar que homenagear a natureza  significa respeitá-la todos os dias, celebrando a vida, consciente e responsavelmente. Precisamos comemorar atos sagrados e sãos no espaço, regados por ideias limpas no tempo por corações virtuosos - sementes de evolução e eternidade.


No plantio espiritual da terra, pairam imagens de indescritível beleza, bailam aromas de inefável grandeza, inebriam gostos de inexprimível pureza. Ressoa vida, musicalidade de infinitas gerações.

Ao homem, equilíbrio, bondade, mansidão. Ao homem, o aluno, o mestre, o estudioso. Ao homem, o amor pela terra, pela água, pelo ar, pelo prazer de ouvir, ver, sentir e encantar-se. Ao homem, o dever pelo cultivo da vida e todas as suas manifestações.